Prévia 2020-21: Maccabi Tel Aviv

O Maccabi Tel Aviv foi uma das poucas equipes da Euroliga que pode se dar ao luxo de modificar pouco o seu elenco em relação à temporada passada. Sem grandes estrelas, o time ainda tem um dos grupos mais fortes da Europa, graças à sua força coletiva. Mas além de manter a base forte, eles também 

Quem chegou

Ante Žižić (C, croata, Cleveland Cavaliers-EUA) assinou por dois anos / Dragan Bender (PF/C, croata, Golden State Warriors-EUA) assinou por três meses, com opção de renovação até o fim da temporada / Chris Jones (PG, Bursaspor-TUR) assinou por uma temporada;

Quem saiu

Deni Avdija (SF, israelense, 19 anos) / Amar’e Stoudemire (C, estadunidense, 37 anos) / Nate Wolters (PG, estadunidense, 29 anos) / Aaron Jackson (PG/SG, estadunidense, 34 anos) / Tarik Black (C, estadunidense, 28 anos) / Jalen Reynolds (C, estadunidense, 27 anos);

Possível quinteto titular:
PG – Scottie Wilbekin
SG- Tyler Dorsey
SF- Omri Casspi
PF- Dragan Bender
C- Ante Žižić
Sujeito a variações
Possível segunda unidade:
PG – Chris Jones
SG- Elijah Bryant
SF- Yovel Zoosman
PF- Angelo Caloiaro
C- Othello Hunter
Sujeito a variações

Desempenho geral na temporada passada

Tudo indicava que o jejum de cinco anos sem chegar às quartas-de-finais da Euroliga chegariam ao fim. O técnico grego Ioannis Sfairopoulos conseguiu montar uma das melhores equipes da Europa, mesmo sem contar com nenhuma grande estrela renomada. O Maccabi tinha a defesa mais forte da competição e foi capaz de derrotar quase todos os seus principais rivais na briga pelas primeira posição pelo menos uma vez.

O campeonato israelense foi um dos poucos que não foi cancelado e, quando da volta dos jogos, o clube da capital não teve muitos problemas para vencer o 54º título nacional, o terceiro consecutivo. Durante a reta final o time teve de lidar com algumas lesões e até mesmo suspensões de alguns atletas, mas nada que impedisse o título.

Reforço(s) mais importante(s) para esta temporada

Manter a base do time, renovando com peças-chave do time titular como Scottie Wilbekin, Othello Hunter e o próprio treinador Sfairopoulos, foi o principal reforço para essa equipe. E, para dizer a verdade, até este último mês de offseason, parecia que o Maccabi não havia feito nada no mercado. Mas duas contratações de última hora foram a “cereja do bolo” para tornar o time ainda mais forte.

Hunter teve a melhor temporada de sua carreira e foi um dos melhores pivôs da Europa na temporada passada. Mas as saídas de Quincy Acy, ala-pivô titular, e Amar’e Stoudemire, o pivô reserva, enfraqueceram o time. Nas últimas semanas, porém, o clube chegou a acordos para trazer dois pivôs croatas que estavam na NBA: Ante Žižić e Dragan Bender (este que já jogou pelo clube). Žižić é o principal reforço para o Maccabi, pois não apenas tem tudo para ser um pivô de ponta na Europa, mas também porque ao forçar Hunter para o quinteto reserva, ele também fortalece o banco da equipe. Se Žižić conseguir voltar ao nível de quando surgiu para o basquete europeu com o Cibona Zagreb, o Maccabi terá se tornado muito mais forte como um todo.

O que esperar nesta Euroliga

O famoso ditado “em time que está vencendo não se mexe” foi a lógica usada pelo Maccabi para esta temporada. O sistema de Sfairopoulos já se mostrou muito forte e eficiente e faz muito sentido apostar nele. Como discutimos antes, Žižić  foi um reforço enorme e Bender tem o potencial para representar uma grande melhora em relação a Acy.

As saídas de Stoudemire (deve aposentar-se) e o badalado Deni Avdija (vai para a NBA) não deverão ser tão sentidas, já que os dois não eram peças com muito espaço na Euroliga. Sendo honesto, a contratação de Soudemire parece ter sido mais uma jogada de marketing. Avdija não chegou a jogar sequer 15 minutos por jogo na Euroliga, apesar de entrar bem sempre que tinha a chance. Omri Casspi saudável (ele disputou apenas seis jogos na temporada passada) e o amadurecimento de Yovel Zoosman, que agora não disputará minutos com Avdija, parecem ser suficientes para a posição três.

A chegada do armador americano Chris Jones também foi excelente. O atleta vem brilhando em clubes europeus menores nos últimos quatro anos e tem tudo para fortalecer ainda mais a segunda unidade do time. Em resumo, havia muito pouco que precisava melhorar nesse time. Mas as poucas movimentações feitas parece que tornaram esse time ainda mais sólido.


Publicado

em

,

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *